Como passar na perícia do INSS: 7 orientações de quem já preparou mais de mil clientes, com os documentos certos, o que falar e o que evitar diante do perito.

Como Passar na Perícia Médica do INSS: 7 Orientações de Especialista

Saber como passar na perícia do INSS é o que separa quem tem o benefício aprovado de quem sai da agência com uma negativa injusta. Se você vai passar por perícia de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez, este guia foi escrito para você.

São as mesmas sete orientações sobre como passar na perícia do INSS que eu repasso a todos os meus clientes, tanto na avaliação administrativa quanto na judicial.

Antes de começar, deixa eu me apresentar. Eu sou Wilker Gustavo, advogado especialista em benefícios do INSS, e atendo casos de todo o Brasil pelo escritório Almeida Marques Advogados.

Nos últimos 15 anos, eu já vi mais de mil pessoas serem orientadas aqui no escritório antes da avaliação. A maioria delas foi aprovada, e é por isso que essas orientações valem ouro.

Como se preparar para passar na perícia médica do INSS? Para aumentar as chances de aprovação na perícia do INSS (auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez), siga 7 passos fundamentais:

  1. Entenda o foco do perito: ele avalia a incapacidade para a sua profissão, e não apenas o diagnóstico da doença;
  2. Chegue no horário: compareça com 30 minutos de antecedência ao local exato indicado no comprovante;
  3. Leve a documentação completa: laudo médico recente (com CID), receitas atuais, prontuários e exames de imagem originais;
  4. Organize a pasta: coloque os laudos mais recentes e conclusivos no topo, e os históricos e prontuários por baixo;
  5. Seja específico nas respostas: evite termos genéricos como “dói tudo” ou “não faço nada”; descreva o tipo de dor e as limitações exatas;
  6. Explique sua rotina real de trabalho: detalhe os esforços físicos e movimentos que a sua função exige;
  7. Vista-se com simplicidade: use roupas confortáveis e fáceis de tirar caso o perito precise examinar a região lesionada.

Como passar na perícia do INSS começa por entender o que o perito avalia

A primeira lição de como passar na perícia do INSS é também a mais importante. Você precisa ter clareza do que o perito vai analisar, ou pelo menos do que ele deveria analisar.

O raciocínio de como passar na perícia do INSS é simples: quando você sabe o que a outra pessoa precisa saber, fica muito mais fácil responder de forma direta e objetiva. E é exatamente isso que o perito espera.

Ele não quer conversa comprida. Ele quer respostas objetivas e seguras sobre o seu quadro.

Doença versus incapacidade: por que o diagnóstico sozinho não basta

Todo o processo de como passar na perícia do INSS começa aqui: o perito confirma se você realmente tem aquela doença. Para isso, o laudo é comparado com os exames apresentados.

Algumas doenças não aparecem em exame, e a depressão é o exemplo mais comum. Nesses casos, outros documentos ganham peso, como o prontuário médico.

Depois disso, ele verifica se as limitações que você relata estão de fato presentes. Se você diz que não levanta o ombro, ele vai observar o seu ombro.

Por fim, vem o julgamento que decide tudo. As suas limitações são compatíveis com a doença? E elas são incompatíveis com o seu trabalho?

Repare neste ponto, porque ele explica muitas negativas: é possível ter o diagnóstico e não ter mais as limitações. Quando a doença está no início ou já foi estabilizada pelo tratamento, o perito tende a liberar o retorno ao trabalho.

Isso não significa que ele esteja certo. Significa apenas que o caso precisa ser analisado com calma, e é aí que entra o trabalho do advogado.

Fixação da Data de Início da Incapacidade (DII) e da Doença (DID)

O perito também precisa definir quando a doença começou e quando a incapacidade começou. São duas datas diferentes, e as duas pesam no resultado.

Para quem quer entender como passar na perícia do INSS, essa análise é decisiva por um motivo pouco conhecido. Às vezes a incapacidade é reconhecida, mas em uma data na qual você não estava coberto pelo INSS, e o benefício é perdido por isso.

Por isso, leve um documento médico que demonstre quando a incapacidade se instalou. Se você tem dúvida sobre essa data, converse com o seu advogado antes da perícia.

Ainda nessa etapa, o grau e a duração são avaliados. A incapacidade é parcial ou total? É temporária ou permanente?

E existe um último item que quase ninguém conhece. Nos casos de aposentadoria por incapacidade permanente, quando fica provado que a pessoa precisa de outra pessoa cuidando dela o tempo todo, um adicional no valor do benefício pode ser reconhecido.

Cuidados com data, horário e endereço da perícia médica

Esta parte de como passar na perícia do INSS parece óbvia, mas eu preciso falar dela. Já vi gente perder a perícia por ir ao endereço errado, na data errada e no horário errado.

Confira o local com antecedência. Se você nunca foi lá, pesquise o caminho antes para não errar no dia.

A data merece atenção redobrada. Chegar antes ainda tem solução, porque dá para voltar no dia certo, mas perder a data gera um enorme trabalho de remarcação.

Sobre o horário, meia hora de antecedência está ótimo. Chegar de madrugada não adianta, porque adiantar atendimento no INSS é raro, embora atraso seja comum.

Você pode conferir data, horário e endereço da sua avaliação diretamente no Meu INSS ou pelo telefone 135.

Quais documentos levar para passar na perícia do INSS

Agora chegamos à parte mais prática de como passar na perícia do INSS. A documentação certa é o que sustenta tudo o que você vai dizer.

Laudos médicos recentes com CID e justificativa de afastamento

Leve o laudo médico completo, que traz a doença, o CID e a explicação do afastamento. Sem ele, não existe conversa sobre como passar na perícia do INSS. Esse é o documento principal da sua pasta.

Uma dúvida que sempre me fazem: o laudo precisa ser recente? Precisar mesmo, você precisa de um documento que prove a incapacidade.

Ainda assim, para ter mais segurança, procure um laudo emitido nos últimos 60 a 90 dias. Se a sua perícia foi marcada para daqui a um mês, dá tempo de conseguir.

Exames de imagem, laboratoriais e a importância do prontuário médico

Leve os exames, inclusive as imagens. Mesmo que o seu advogado já tenha juntado tudo no processo, muitos peritos querem ver o documento original em mãos.

O prontuário médico é fundamental, principalmente em casos psiquiátricos e de saúde mental. Se você tem advogado, mostre o prontuário a ele antes, para que as partes mais importantes sejam destacadas no processo.

Receituários atuais e caixas de remédios como prova de tratamento contínuo

A receita prova que você está tratando a doença. Eu costumo pedir aos meus clientes que levem até a caixinha do medicamento.

O motivo é direto. Se você diz que sente dor intensa e não apresenta nenhuma receita de analgésico potente, o perito tende a desconfiar do relato.

Não tem dinheiro para comprar o remédio? Leve a receita e explique a situação, dizendo que aguarda o benefício para iniciar a compra.

Leve também os comprovantes dos tratamentos já realizados, como fisioterapia e acupuntura. E não esqueça o RG ou a CNH e a carteira de trabalho.

Uma dica sobre o RG: se o seu for muito antigo, leve outro documento com foto mais recente. Alguns peritos implicam com identificação desatualizada.

Como organizar a pasta de documentos para passar na perícia do INSS

Montar a pasta é a quarta orientação de como passar na perícia do INSS, e ela faz diferença real no atendimento. Você não vai jogar tudo junto na mão do perito.

A ordem correta: documentos recentes por cima e histórico por baixo

A lógica de como passar na perícia do INSS com a pasta organizada é esta: comece pelos documentos mais antigos, porque eles ficarão por baixo. Na hora de escolher os laudos antigos, preste atenção na data de início da incapacidade.

Depois venham os exames que mostram o seu problema, seguidos das receitas atuais. Receita de um ano atrás só entra se ela comprovar o início da incapacidade.

Por cima de tudo, coloque o seu melhor laudo, o mais completo, e em seguida o mais recente. O prontuário médico pode ficar por baixo de todos ou separado.

O erro de levar exames normais ou laudos de outras pessoas

Este é um tropeço que eu vejo com frequência. Não leve exame que não mostra nada, ou seja, aquele resultado dentro da normalidade.

O risco é concreto: o perito pode analisar justamente esse exame e ignorar o que comprova a sua limitação.

Outro erro comum é misturar documentos de familiares na mesma pasta. Atendo casais em que o marido e a esposa levam tudo junto, e isso só atrapalha.

Leve apenas a sua documentação médica. Documentos de filho, de terreno e de carro ficam em casa.

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O que falar e o que evitar para passar na perícia do INSS

Boa parte de como passar na perícia do INSS se decide na conversa. Você foi até lá para ser avaliado, então fale do seu problema, e deixe política, futebol e religião de fora.

Espere o perito perguntar e responda com atenção, porque metade de como passar na perícia do INSS está em ouvir bem a pergunta. Se não entender a pergunta, peça para ele repetir, porque responder sem entender gera resposta errada.

Conheça a sua própria documentação. E evite a frase “está escrito aí no laudo”, que soa como desinteresse em explicar o próprio caso.

O perigo das palavras “tudo” e “nada” ao descrever limitações

Existem duas palavras que eu peço para os meus clientes evitarem quando explico como passar na perícia do INSS: tudo e nada.

Quando alguém diz “dói tudo”, o perito não enxerga limitação nenhuma. O mesmo vale para “não dou conta de fazer nada”, porque isso descreveria alguém entubado em uma cama.

Lembre-se de que é você quem está sendo analisado, então é sua responsabilidade mostrar o que você não consegue fazer. Generalizar joga contra você.

Como descrever a dor e o impacto funcional para passar na perícia do INSS

Aqui está a parte mais valiosa de como passar na perícia do INSS quando o assunto é a conversa em si. Seja específico e detalhista.

Mostre exatamente onde dói. Diga se é queimação, pontada, agulhada ou choque, porque cada tipo de dor conta uma história diferente.

Informe também o momento do dia em que a dor piora, seja ao acordar, no meio da tarde ou no fim do expediente. Depois, conecte isso às tarefas que você não consegue mais executar.

Como explicar a sua rotina real de trabalho e conectar com a lesão

Esta é a orientação sobre como passar na perícia do INSS que mais muda resultado em casos de trabalho braçal. Muita profissão parece uma coisa e é outra na prática. Por isso, não presuma que o perito entende a sua rotina só pelo nome do cargo.

Dizer apenas “sou motorista” não explica nada. Motorista de bitrem é diferente de motorista de carro pequeno dentro da cidade.

Quem puxa grão sabe que o trabalho inclui lonar e deslonar o caminhão, que é um esforço pesado. Esse detalhe precisa ser dito.

Em seguida, faça a conexão direta com a sua limitação. Se você não levanta o braço e a sua função exige levantar o braço o tempo todo, é isso que o perito precisa ouvir.

Qual roupa usar para passar na perícia do INSS

Não existe mistério nessa parte de como passar na perícia do INSS, apesar de circular muita conversa a respeito. A regra é simples: você não está indo para uma festa.

Para passar na perícia do INSS sem transtorno, use uma roupa confortável e compatível com o seu problema. Se a questão é o ombro, evite blusa de manga longa e difícil de tirar.

Órgão público pede um pouco mais de sobriedade, então deixe peças muito curtas ou decotadas para outra ocasião. Fora isso, vá com a roupa do seu dia a dia.

E existe um conselho que eu não considero sério: ir com a roupa mais velha do guarda-roupa para gerar pena no perito. Isso é conversa de esquina, não orientação de advogado.

Quando é recomendado levar um acompanhante para a perícia?

Essa é a orientação bônus sobre como passar na perícia do INSS, e ela vale para quem depende de ajuda no dia a dia. Se você costuma andar acompanhado, vá acompanhado também no dia da avaliação.

Inventar de ir sozinho justamente nesse dia não ajuda em nada e atrapalha o objetivo de passar na perícia do INSS. Pelo contrário, esconde uma limitação real que o perito precisa enxergar.

O que fazer se a perícia for negada mesmo com todas as provas em ordem?

Pode acontecer de você fazer tudo certo sobre como passar na perícia do INSS e ainda assim cair na mão de um perito que não olha na sua cara nem faz uma pergunta sequer.

Nesse cenário, a negativa não é culpa sua. O caminho passa a ser resolver o problema junto com um advogado, seja por novo requerimento, seja pela via judicial.

O que eu não quero é o contrário: você cair na mão de um perito que pergunta tudo isso e chegar despreparado. Aí, sim, o resultado depende de você.

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Conclusão: como passar na perícia do INSS é questão de preparo

Agora você tem as sete orientações completas sobre como passar na perícia do INSS: entender o que o perito avalia, conferir data e local, levar toda a documentação, organizar a pasta, falar com precisão, explicar a rotina real de trabalho e escolher a roupa certa. Com esse preparo, a avaliação deixa de ser uma loteria.

A dica final sobre como passar na perícia do INSS é reler a primeira orientação antes de sair de casa. Saber o que o perito procura muda a forma como você responde cada pergunta, e é isso que mais pesa no resultado.

Para continuar se aprofundando, você também pode conferir nossos outros conteúdos sobre a validade do laudo médico na perícia, sobre o prazo máximo do auxílio-doença e sobre os direitos de quem recebe o benefício. Quem quiser conferir o texto da Lei 8.213/91 encontra a norma completa no site do Planalto.

Eu e a minha equipe somos especialistas em preparar clientes para a perícia médica, tanto no INSS quanto na Justiça, e em reverter negativas indevidas.

Para solicitar uma avaliação do seu caso, você pode entrar em contato pelo WhatsApp (65) 4042-1950.

Sobre o autor: Wilker Gustavo é advogado especialista em benefícios do INSS e em acidentes de trabalho. Atende clientes de todo o Brasil pela Sociedade de Advogados Almeida Marques (OAB/MT 1.501), com sede em Rondonópolis/MT. Contato: (65) 4042-1950.

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